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deitar sozinha

Setembro 27, 2008

Agora eu sei aonde quero chegar

Matando a lacuna que ficava a vazar.

Porque o branco rebenta

Quando o agrado vem a dementar

E assim meu olho nu fica

a espairecer.

 

Dai-me outra cor

Que não seja a do meu prazer

Dai-me outro verbo

Que não rime com foder

Dai-me outros pedaços

Que sirva para eu entender

 

Pelos corpos em que gozei

Nenhum deles encontrei

Mas eu to sempre por ali

Quando quiser é só calar.

Andando torto, sem meu templo

Vivendo sempre dos meus tatos

Não quero mais me omitir

Eu não vou mais

deitar sozinha.