Agora eu sei aonde quero chegar
Matando a lacuna que ficava a vazar.
Porque o branco rebenta
Quando o agrado vem a dementar
E assim meu olho nu fica
a espairecer.
Dai-me outra cor
Que não seja a do meu prazer
Dai-me outro verbo
Que não rime com foder
Dai-me outros pedaços
Que sirva para eu entender
Pelos corpos em que gozei
Nenhum deles encontrei
Mas eu to sempre por ali
Quando quiser é só calar.
Andando torto, sem meu templo
Vivendo sempre dos meus tatos
Não quero mais me omitir
Eu não vou mais
deitar sozinha.