Arquivo da categoria ‘Poemas’

Rimbaud me disse:

Novembro 14, 2008

rolo

 

“Que venha a manhã,

Com brasas de satã,  
O dever  
 É vosso ardor." 

Menção

Novembro 13, 2008

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Quais águas se confundem

Quando um teto incerto se mistura

Com um parapeito estreito.

Pouco sabe ela da presa

Ou muito entende e tenta se livrar.

Deixa cair o orgulho, mulher.

 

Num momento espera por resposta

Pífia, que a venha, solicita

Uma pergunta que se aplica sem questão.

Não há voz que se solte

Nem lamento que crucifique um perdão.

 

Não procura preocupação

Livre, nem um pouco ostra

Se deixa entrar e sair um canhão.

Que dó lhe ampara os importunos

Esquece-a de vista, e caminha.

 

Que medo, aquele que escapa

Que vergonha, aquela que sobra

Rompidas as duas mãos.

Simples manifesta um gesto

Ou difícil lhe agrada um empurrão.

Que mate, demônio.

 

 

 

sambo, sim

Novembro 12, 2008

não, eu não sambo mais em vão
o meu samba tem cordão
o meu bloco tem sem ter e ainda assim
sambo bem à dois por mim…

 

te arrasto por todos os cantos sem cantos, você, como aquela menininha que subia no pé da moça pra dançar sem precisar sambar. Posso ser sua moça? Controlar suas pernas, guiar suas mãos. Queria subir pelas cordas daquele acordeão. 

 

…bambo e só, mas sambo, sim, sambo por gostar de alguém.

Pequeno Sutra

Novembro 10, 2008

Oh, entranhas que rebentam lágrimas de leite

Me convença da miudeza de sua pontaria

Mas não me torne uma mulher frígida!

deitar sozinha

Setembro 27, 2008

Agora eu sei aonde quero chegar

Matando a lacuna que ficava a vazar.

Porque o branco rebenta

Quando o agrado vem a dementar

E assim meu olho nu fica

a espairecer.

 

Dai-me outra cor

Que não seja a do meu prazer

Dai-me outro verbo

Que não rime com foder

Dai-me outros pedaços

Que sirva para eu entender

 

Pelos corpos em que gozei

Nenhum deles encontrei

Mas eu to sempre por ali

Quando quiser é só calar.

Andando torto, sem meu templo

Vivendo sempre dos meus tatos

Não quero mais me omitir

Eu não vou mais

deitar sozinha.