green mind

Maio 5, 2008 by sahgf

cá estou, lá me vou. cheguei agora de uma viagem imaginária. toda cansada, dor na coluna e muitas lembranças. voltei também de um churrasco, aquela típica comemoração de quando o palmeiras vence. uma picanha, muitas cervejas e futebol. assim, não que eu goste do esporte, mas depois de alguns litros de itaipava eu já consigo opinar sobre quem é ladrão e quem é bom. no caso, também cá cheguei de um dia de caminhos, do quarto pra cozinha, da cozinha pra sala, da sala pro quarto. um tanto quanto vívida, levando em conta que normalmente a rota não sai do quarto.

é simples. é triste. não sei bem onde estou, mas sei que me vou, e assim continuo indo.

quanto mentira, mulher.

tratamento pós-balada

Maio 3, 2008 by sahgf

cheguei em casa com o jornal e o pão. uma mão segurando os sapatos, e outra abrindo a porta. até na ponta do pé eu faço barulho. senti um respirar profundo. odeio olhar pro escuro quando to bêbada. aqueles vultos que não são vultos, e minha cabeça girando. minha cama tava pronta pra dormir. não considero uma surpresa apenas conheço minha mãe. tirei toda a minha roupa e coloquei num canto, sem cuidado algum. quando mais nova, costumava abrir parte da sacada e estender um pouco a roupa. na época, os cheiros de cigarro e bebida saíam. agora já está impregnado. é incrível a minha letargia em cada gesto. enfim, deitei. enrolei e desenrolei o edredon por entre minhas pernas dez vezes. não contei realmente, apenas chutei. era minha consciencia que não me deixava dormir. afinal, não era seguro o suficiente dormir sem fazer xixi. fiquei de pé olhando para o vaso cor-de-rosa. seria prudente da minha parte dar descarga as 5 da manha? achei que sim. e nada ouvi a não ser um ‘piii tuts tuts pii`que habitava meus ouvidos.

enfim, deitei pela segunda vez. a ná me veio na cabeça. fiquei irritada comigo, ao passo que eu deveria estar dormindo na garantia de acordar com uma cara razoável. um súbito pensamento me alarmou. eu estava de maquiagem. meus poros precisavam respirar. que consciencia dramática que não me deixava dormir. usei o removedor. usei o creme. enfim, deitei pela terceira vez. a ná me veio na cabeça novamente. virei de lado para poder sonhar. agarrei o edredon e puxei-o pra cima, na vontade de abraçar alguém. tava calor. passei a mão na cintura, na tentativa de tirar alguma roupa. mas me vi pelada. e então a ná me veio na cabeça novamente. como assim estou bêbada e pelada sem minha namorada? estendi o braço para trás da cama, afim de erguer meu celular. toquei em algo retangular. e, droga, era pesado. me dei conta do computador ligado. digamos que foi uma longa batalha entre minha memória e imaginação pra contar como resolvi escrever a essa hora. acho que cansei dos meus sonhos. e não me esqueci da ânsia de escrever quando estou triste. entretenimento a parte, bêbada tentando se auto-resolver em um parágrafo é fato. creio que, no fim, necessita-se de muita atenção e conversa. porque amor aqui tem bastante.